Magnólia Rosa - Meu primeiro livro
Ele está nas minhas mãos nesse momento.
Ou não bem nas minhas mãos visto que estou escrevendo isso.
Mas vocês entenderam.
Eu escrevi meu primeiro livro há uns dois anos, na verdade. Mas existe uma diferença muito grande entre ter o livro pronto e a revisão pra publicação. E a distância é ainda maior quando falamos em publicação. Publicar literatura confessional exige coragem. Publicar poesia exige coragem. E isso é algo que eu não tinha. Até agora.
Não sei o que me deu um final de noite que decidi esfriar o coração e revisar um por um os escritos até o livro estar em estado decente para ser lido por outras pessoas (mesmo assim continuo achando coisas que faria diferente — isso fica para outro post), embora não sei realmente se como escritora estarei totalmente confiante com aquilo que escrevo. Não por me achar ruim, nem por me achar boa, é que o cunho pessoal das coisas se torna um empecilho quando a publicação e a leitura são o objetivo. Mas editei, diagramei, escolhi a capa e decidi que naquele dia a UICLAP seria a editora escolhida para a publicação: gratuita, rápida, eficiente. Exatamente o que minha impaciência queria. Eu queria isso publicado enquanto ainda durasse a coragem.
Para a edição do livro coloquei e tirei muita coisa, muitos textos não faziam mais sentido, outros pecavam por não estar inclusos. Fiz dele um livro passado-atual. É um pouco ponto de vista do que foi a minha vida, ao que parecem, eras atrás. Mas, assim como não tudo que brilha é ouro, nem tudo o que está nessas páginas é real. Muitíssimas coisas são inspirações de cenas que vi na rua, de músicas, de frases que uma vez li e me marcaram profundamente. É como se esses sentimentos estivessem embutidos em todas essas coisas e eu tive acesso a eles. Pungentes, fortes, tristes, desconfortáveis. Definitivamente não é uma leitura para todos, mas todos vão ler.
E digo passado-atual porque já não enxergo a vida com tanta dor, mas ao mesmo tempo continuo recebendo as "mensagens das coisas" a poesia que nelas se encontra e que corre o risco de se consumir e se perder se não lhe der vazão. Por isso, decidi, e comunico aqui, que realizarei uma trilogia. Será a escalada que esses anos me proporcionaram para a plenitude (que eu acho que alcancei mas pode vir mais, se quiser).
Aqui vai um resuminho do que será a Trilogia das Flores:
Magnólia Rosa: Triste, caótico, questionador, flerta com a morte e com o desaparecer. Os anseios contidos em Magnólia Rosa são os de mudar, se transformar, transmutar. Mas magnólias? Por quê? São símbolos de transformação, do que nesse livro se fala bastante.
Peônia Azul: Confuso. Sambando no limiar da paixão fulminante e a decepção. A solidão ainda se apresenta. Ainda há questionamentos, mas em menor escala. O que pesa aqui é a busca por um sentimento que não se encontra: o pertencer. Peônias azuis simbolizam o mistério da alma.
Folhagens (não, não é uma flor, mas sempre estão lá, mesmo que não sejam notadas): É o que sempre esteve, é o que destaca a beleza das flores, o que não pode-se ficar sem. A felicidade, o amor encontrado, a busca finalizada por um lar. Ainda permeia a dor intrínseca da vida, ela sempre está lá, ao final, mas de forma moderada. De forma controlada e menos caótica. Se encontra Deus em todas as coisas.
Pronto. Eu sou ansiosa e talvez esta seja uma das muitas noites onde vou fazer as coisas por estar imersa num rompante de coragem. Talvez. Ou talvez seja somente o que precisa ser feito.
De qualquer forma Magnólia Rosa está aqui, nas minhas mãos.
OBS: Sim, eu usei o travessão, mas podem ter certeza que não foi o chatGPT que escreveu esse texto.
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